O Museu de Arqueologia de Zanjan, situado na mansão Zolfaqari em Soltanieh, Irã, é um tesouro que revela a rica tapeçaria da história iraniana. Inaugurado em 2009, este museu não é apenas um espaço expositivo, mas um verdadeiro portal que nos transporta para épocas remotas, abrigando artefatos da pré-história, da história antiga e da era islâmica. A mansão, com sua impressionante arquitetura, serviu inicialmente como um museu temporário destinado a exibir os fascinantes salgados descobertos na Mina de Sal de Chehrabad, que se tornou um marco da arqueologia na região.
A Mina de Sal de Chehrabad é famosa por suas múmias Salinas, que datam das eras Aquemênida (550-330 a.C.) e Sassânida (226-651 d.C.). Até o momento, foram descobertas seis múmias, sendo que uma delas está em exibição no Museu Nacional do Irã, em Teerã. Essas múmias, além de serem notáveis pela preservação, oferecem valiosas informações sobre as práticas funerárias e a vida cotidiana dos antigos iranianos.
A arquitetura da mansão Zolfaqari é um exemplo notável do estilo tradicional persa, caracterizado por suas intricadas decorações em azulejos, tetos ornamentados e pátios internos. O prédio em si, com suas paredes de adobe e detalhes geométricos, reflete a estética e a funcionalidade da construção iraniana ao longo dos séculos. O museu abriga uma vasta coleção de artefatos, incluindo peças de cerâmica, ferramentas de pedra e joias, que ilustram a evolução cultural da região.
Soltanieh é também um local de grande importância cultural. A cidade abriga o Mausoléu de Oljaytu, um Patrimônio Mundial da UNESCO, que é um exemplo magnífico da arquitetura islâmica. As tradições locais são ricas, e eventos como a Festa de Nowruz (Ano Novo Persa) são amplamente celebrados, onde a comunidade se reúne para festejar com danças, músicas e pratos típicos. Durante essa época, os moradores preparam o famoso sabzi polo (arroz com ervas) e fish (peixe), pratos que simbolizam renascimento e prosperidade.
A gastronomia de Zanjan é igualmente fascinante. Os visitantes podem saborear delícias como o kebab de cordeiro, preparado com ervas locais, e o famoso ash-e reshteh, uma sopa espessa com macarrão e ervas, ideal para aquecer o corpo e a alma. O zardak (um prato de arroz doce com açafrão) é uma sobremesa tradicional que não deve ser perdida, especialmente durante as festividades.
Entre as curiosidades do Museu, um detalhe intrigante é que as múmias encontradas na Mina de Sal não são apenas relíquias arqueológicas; elas preservam traços da vida cotidiana, como vestígios de lanches e bebidas que os indivíduos consumiram antes de sua morte. Este aspecto revela uma conexão mais profunda com o passado, proporcionando uma visão da alimentação e dos costumes da época.
Para os viajantes que desejam explorar o Museu de Arqueologia de Zanjan, o melhor período para visita é na primavera (março a maio) ou no outono (setembro a novembro), quando as temperaturas são amenas e agradáveis. É recomendável chegar cedo para evitar multidões e ter a oportunidade de interagir com os guias locais, que compartilham histórias fascinantes sobre os artefatos expostos. Além disso, não se esqueça de usar calçados confortáveis, já que a exploração da mansão e suas exposições pode envolver alguma caminhada.
Ao visitar o museu, procure especificamente as múmias Salinas e as peças de cerâmica que datam de milênios atrás, pois cada artefato conta uma história única. O ambiente do museu, aliado à rica história de Soltanieh, transforma a visita em uma experiência inesquecível.
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