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Comino: a ilha sem carros da Lagoa Azul

Comino, Malta ★★★★☆ 0 views
Rania Nadal
Comino
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Três quilômetros quadrados de rocha calcária, algumas manchas de vegetação mediterrânea e nenhum automóvel. Comino, a menor das três ilhas principais do arquipélago maltês, está localizada no estreito canal que separa Malta de Gozo e abriga permanentemente pouquíssimos residentes. Não há estradas asfaltadas dignas desse nome, não há semáforos, não há lojas de souvenirs. O que há, em vez disso, é uma das águas mais transparentes do Mediterrâneo central.

A atração principal é a Laguna Azul, uma baía cercada entre Comino e o pequeno ilhéu desabitado de Cominotto. A cor da água varia do turquesa intenso ao verde esmeralda, dependendo da hora do dia e da posição do sol, e é visível já da embarcação que se aproxima da costa. O fundo raso e arenoso permite ver cada detalhe submerso a olho nu, e a visibilidade subaquática em condições normais facilmente supera os dez metros.

Como chegar a Comino

Não existe um ferry de linha tradicional com horários fixos durante todo o ano no sentido convencional: as conexões são garantidas por pequenas companhias de barcos que partem principalmente do porto de Ċirkewwa, na ponta norte de Malta, e de Mġarr, o porto principal de Gozo. A travessia dura cerca de quinze a vinte minutos e o custo do bilhete de ida e volta gira geralmente em torno de dez a quinze euros por adulto, embora as tarifas possam variar entre operadores e estações.

A dica mais útil para quem visita Comino é uma só: chegar o mais cedo possível pela manhã. Entre julho e agosto, a Lagoa Azul atrai milhares de visitantes todos os dias, e as embarcações começam a descarregar turistas já nas primeiras horas da manhã. Quem chega até às nove ainda tem alguma chance de encontrar um canto de praia livre e a água relativamente desobstruída. À tarde, especialmente nas semanas centrais do verão, a baía pode ficar tão cheia que torna difícil até nadar sem encontrar outras pessoas.

A Laguna Azul e seu ecossistema

A Laguna Azul não é simplesmente bonita de se ver: é um ambiente marinho protegido onde é possível observar ouriços-do-mar, pequenos peixes coloridos e, com um pouco de sorte, alguns polvos escondidos entre as rochas. Quem traz consigo máscara e snorkel pode explorar as paredes rochosas que delimitam a baía, onde a luz filtra de maneira diferente dependendo do ângulo. A água é geralmente calma porque a conformação geográfica da baía a protege das correntes mais fortes do canal aberto.

A ilhota de Cominotto, visível do outro lado da laguna, está completamente desabitada e sem estruturas. Algumas embarcações a circunavegam durante as excursões, e sua costa apresenta grutas e fendas acessíveis apenas pelo mar. A vegetação de Comino em si é característica da maquia mediterrânea: tomilho selvagem, do qual a ilha recebe o nome segundo a tradição local, junto com outros arbustos típicos do clima árido das ilhas maltesas.

A Torre de Santa Maria e a história da ilha

Quem se afasta da Laguna Azul em direção ao interior da ilha encontra a Torre de Santa Maria, uma torre de vigilância construída pelos Cavaleiros de São João em 1618. A estrutura ainda está de pé e bem conservada, e representa um dos poucos elementos arquitetônicos históricos da ilha. As torres costeiras faziam parte de um sistema defensivo que os Cavaleiros desenvolveram ao longo de toda a costa maltesa para avistar eventuais incursões inimigas do mar. Da torre, tem-se uma ampla vista do canal e das costas de Gozo e Malta.

O único edifício de hospedagem na ilha foi por décadas o Hotel Comino, que operou sazonalmente por muitos anos. A estrutura passou por períodos de abertura e fechamento, e a situação pode variar de ano para ano, portanto, é sempre recomendável verificar a disponibilidade antes de planejar uma estadia na própria ilha. A maioria dos visitantes passa em Comino apenas um dia, retornando a Malta ou Gozo à tarde.

Quando ir e o que levar

A melhor época para visitar Comino em termos de clima vai de maio a outubro, com o mar mais quente entre julho e setembro. No entanto, maio e junho oferecem o melhor compromisso entre a temperatura da água, já agradável para nadar, e a multidão ainda gerenciável. Setembro é outra boa opção: as temperaturas permanecem elevadas, mas os fluxos turísticos começam a diminuir após o pico do verão.

Como os serviços na ilha são limitados, é recomendável levar água em quantidade suficiente, comida para o almoço, protetor solar e tudo o que é necessário para um dia na praia. As únicas estruturas presentes na área da lagoa são alguns quiosques sazonais que vendem bebidas e lanches, mas os preços tendem a ser mais elevados em comparação com a terra firme de Malta. Calçados adequados para caminhar em rochas calcárias irregulares são úteis para quem deseja explorar a costa além da praia principal.

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